Pagador e recebedor
Quem paga e quem recebe: pessoas, empresas ou governos, cada um com uma conta num banco ou numa instituição de pagamento.
O pagamento instantâneo do Banco Central. Aqui está quem participa, o caminho de um Pix do DICT à liquidação no SPI, o que pode dar errado e cada etapa.
Quem paga e quem recebe: pessoas, empresas ou governos, cada um com uma conta num banco ou numa instituição de pagamento.
Os prestadores de serviço de pagamento: os bancos e as instituições de pagamento de quem paga e de quem recebe. São eles que falam com o Banco Central.
A base de chaves do Banco Central. Liga cada chave Pix a uma conta e guarda as notificações de infração usadas no MED.
O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Liquida cada Pix movendo o dinheiro entre as contas que os PSPs mantêm no Banco Central. Não há bandeira nem adquirente.
No Pix, a chave (CPF, CNPJ, e-mail, celular ou aleatória) é um apelido para a conta. O banco de quem paga, o PSP pagador, consulta a chave no DICT, a base de chaves do Banco Central, e mostra o nome do recebedor antes da confirmação.
Confirmado o pagamento, o PSP pagador envia a ordem ao SPI, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, numa mensagem ISO 20022 pacs.008. O banco do recebedor aceita, e o SPI liquida movendo o dinheiro entre as contas que os bancos mantêm no Banco Central. A confirmação volta numa pacs.002. Tudo leva poucos segundos, a qualquer hora.
O que pode dar errado: a chave não existe, o DICT não responde (o Pix nem começa), falta saldo, o banco do recebedor não responde a tempo, a conta de destino foi encerrada, ou o banco do recebedor suspeita de fraude e credita com bloqueio cautelar por até 72 horas.
No laboratório: um Pix com cada uma dessas falhas. Ver no laboratório
Como a liquidação acontece transação por transação, nas contas que os próprios bancos mantêm no Banco Central, o dinheiro chega na hora, a qualquer dia e horário, e não há uma agenda de recebíveis como no cartão. Para pessoas físicas, fazer um Pix não tem tarifa.
O documento do titular da conta. Cada um pode ser cadastrado em uma conta por vez.
O número de telefone do titular, com DDD.
O endereço de e-mail do titular.
Uma sequência gerada pelo banco, para quem não quer expor dados pessoais.
Toda chave fica no DICT, ligada a uma conta. Na consulta, o banco do pagador recebe o nome do recebedor e parte do documento, para mostrar antes da confirmação: é a principal proteção contra Pix para a pessoa errada.
O pagador digita a chave e o valor. É o caso do laboratório.
Um QR fixo, com a chave e às vezes o valor, que pode ser usado várias vezes; comum em pequenos comércios.
Gerado para uma cobrança específica, com valor, vencimento e identificação do pedido; comum no comércio online.
O mesmo conteúdo do QR Code em texto, para colar no app do banco.
O pagador programa o Pix para uma data futura.
Para contas recorrentes, como luz e assinaturas: o pagador autoriza uma vez e as cobranças seguintes saem sozinhas. Funciona desde junho de 2025.
O cliente faz um Pix para uma loja ou caixa participante e recebe dinheiro em espécie.
Cada Pix tem um identificador único, o EndToEndId, que acompanha a ordem do começo ao fim. É ele que aparece no comprovante e é por ele que uma devolução ou um MED apontam para o Pix original.
Antes de confirmar, o app mostra o nome do recebedor vindo do DICT. Conferir é o passo que mais evita erro e golpe.
Para pessoas físicas, o limite entre 20h e 6h é menor, de R$ 1.000 por padrão. Pedir para aumentar só vale depois de um prazo, e é possível cadastrar contas de confiança.
Se o banco do recebedor suspeitar de fraude, pode creditar o valor bloqueado por até 72 horas, para analisar.
Em caso de golpe, o pagador pede a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução. Veja a parte Devolução e MED.
Participante direto é a instituição com conta PI no Banco Central e conexão direta com o SPI. Participante indireto não tem conta PI nem se conecta ao SPI: oferece o Pix aos clientes por meio de um participante direto, o liquidante, que registra o indireto no sistema e liquida as operações dele na própria conta. Para quem paga ou recebe, não faz diferença.
Até 5 chaves por conta para pessoas físicas e até 20 para empresas. Cada chave aponta para uma única conta.
Levar uma chave de uma conta para outra do mesmo titular, por exemplo ao trocar de banco. O pedido é confirmado no app do banco de origem.
Quando a chave está na conta de outra pessoa, como um celular que mudou de dono. Pelas regras mais recentes, vale só para chaves de celular.
A chave pode ser excluída a qualquer momento no app; os pagamentos seguintes para ela deixam de funcionar.
Pix Cobrança: o recebedor gera um QR Code dinâmico com valor e vencimento, e pode configurar juros, multa e desconto, como num boleto. O pagador paga pelo app do banco, a qualquer hora, e o dinheiro chega na hora.
Iniciação de pagamento: pelo Open Finance, uma empresa autorizada, a iniciadora, pode preparar o Pix para o cliente, que só confirma no app do próprio banco, sem copiar chave nem código. É como lojas e apps de pagamento fazem o Pix sem sair da compra.
No Pix, o Banco Central faz três papéis: cria e mantém as regras do arranjo (o Regulamento Pix), opera a infraestrutura (o SPI e o DICT) e supervisiona os participantes. Os bancos e as instituições de pagamento aderem às regras para oferecer o Pix aos clientes, e as mudanças, como novas formas de pagar e novas regras de segurança, vêm por resoluções do Banco Central.
O mesmo cenário em dois desenhos: por quais sistemas a mensagem passa e a ordem das mensagens entre os participantes. Cada empresa organiza os próprios sistemas do seu jeito; esta é uma arquitetura de referência.
No laboratório, os dois desenhos andam passo a passo, com qualquer falha. Ver funcionando
O que acontece em cada passo do laboratório e onde ler a regra original. No laboratório, o mesmo texto aparece em "Sobre esta etapa", ao lado do passo.
No Pix, a chave (CPF, CNPJ, e-mail, celular ou aleatória) é um apelido para a conta. O banco do pagador consulta o DICT, a base de chaves do Banco Central, e recebe os dados da conta do recebedor, para mostrar o nome antes da confirmação. Se o DICT não responde, o Pix nem começa e nenhum dinheiro sai.
O banco do pagador envia a ordem ao SPI, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, numa mensagem ISO 20022 pacs.008. O banco do recebedor aceita ou recusa, e o SPI liquida movendo o dinheiro entre as contas que os bancos mantêm no Banco Central. A confirmação vem numa pacs.002, com o motivo em caso de recusa: AC04 para conta encerrada, AB03 para tempo esgotado. Cada Pix leva um identificador fim a fim (EndToEndId).
Se o banco do recebedor suspeita de fraude, pode creditar o Pix com o valor bloqueado por até 72 horas para analisar, avisando o cliente na hora. A regra foi criada pela Resolução BCB nº 147, de 2021. Se a suspeita não se confirma, o valor é liberado.