Cliente
Dono dos dados e do dinheiro. Decide o que compartilhar, com quem, por quanto tempo e quais pagamentos autorizar.
O cliente decide o que fazer com os próprios dados e pagamentos: autoriza, no banco onde tem conta, que outra instituição veja seus dados ou inicie um Pix por ele. Aqui está quem participa, como funciona o consentimento, a iniciação de pagamento, o Pix sem redirecionamento e cada etapa.
Dono dos dados e do dinheiro. Decide o que compartilhar, com quem, por quanto tempo e quais pagamentos autorizar.
A instituição que recebe os dados: um app de finanças, outro banco, quem vai conceder crédito.
A instituição que inicia um pagamento a pedido do cliente, como uma loja, uma carteira ou um app. Nunca toca no dinheiro.
O banco onde o cliente tem conta: entrega os dados (transmissora) ou executa o pagamento (detentora da conta).
O Diretório de Participantes do Open Finance Brasil: quem participa, onde ficam as APIs de cada um e os certificados.
Define as regras, junto com o Conselho Monetário Nacional, e acompanha o funcionamento.
No Open Finance, nada acontece sem o consentimento do cliente, que as regras definem como uma manifestação livre, informada, prévia e inequívoca. A instituição que pede cria o consentimento no banco do cliente, que fica esperando aprovação (AWAITING_AUTHORISATION). O cliente é levado ao app ou ao site do próprio banco, entra com a senha ou a biometria de sempre e aprova (AUTHORISED), ou recusa (REJECTED).
Aprovado, o banco devolve o cliente com um código de uso único, que a instituição troca por um token de acesso. O token vale só para o que foi autorizado e fica preso ao certificado de quem pediu. O cliente pode cancelar o consentimento a qualquer momento, no app ou no banco.
Uma resolução de outubro de 2026 passou a prever também o fluxo de aprovação desacoplado, em que o pedido é feito num lugar e a aprovação acontece depois, no banco, sem redirecionamento automático. Confira a regra em vigor antes de usar este detalhe fora daqui.
Com o consentimento, a receptora lê no banco do cliente só os dados permitidos (cadastro, contas, saldos, extrato, cartões, crédito), num formato padronizado, igual em todos os participantes. É o que permite juntar contas de vários bancos num app só, pedir crédito com base no próprio histórico ou comparar ofertas.
No laboratório: caso "Compartilhar dados", com as falhas de recusa e de banco fora do ar. Ver no laboratório
A iniciadora de transação de pagamento (ITP) prepara um Pix com valor e recebedor e leva o cliente ao banco para aprovar exatamente aquele pagamento. Depois, manda a ordem ao banco, que executa o Pix pelo SPI como qualquer outro, e avisa quando ele é liquidado. O consentimento de pagamento é consumido (CONSUMED): não serve para outro Pix.
Para a loja, é um Pix sem copiar chave nem ler QR Code; para o cliente, a aprovação acontece no banco dele, onde ele já confia. A iniciadora nunca toca no dinheiro.
No laboratório: caso "Pagar com Pix (iniciação)". Ver no laboratório
Na jornada sem redirecionamento, detalhada pelo Banco Central em 2024 (Resoluções BCB nº 406 e 407), o cliente vincula a conta a uma carteira uma vez, aprovando no app do banco. A partir daí, paga sem ser levado ao banco: confirma no próprio celular, e a carteira inicia o Pix com o vínculo, dentro dos limites combinados. É a base do Pix por aproximação, lançado em 2025, que funciona como o pagamento por aproximação de um cartão.
No laboratório: caso "Pix sem redirecionamento (JSR)". Ver no laboratório
Cada instituição tem certificados emitidos por autoridades da ICP-Brasil e se identifica com eles em toda conexão, dos dois lados (mTLS).
Uma versão mais rígida do OAuth 2.0, feita para APIs financeiras, que define como pedir, entregar e usar os tokens.
O token só funciona junto com o certificado de quem o recebeu: se vazar, não serve para outra instituição.
O cliente só digita a senha ou usa a biometria no ambiente do próprio banco. A instituição que pede nunca vê a senha.
Antes de qualquer conexão, as instituições conferem no diretório se a outra é participante e se o certificado é válido.
O mesmo cenário em dois desenhos: por quais sistemas a mensagem passa e a ordem das mensagens entre os participantes. Cada empresa organiza os próprios sistemas do seu jeito; esta é uma arquitetura de referência.
No laboratório, os dois desenhos andam passo a passo, com qualquer falha. Ver funcionando
O que acontece em cada passo do laboratório e onde ler a regra original. No laboratório, o mesmo texto aparece em "Sobre esta etapa", ao lado do passo.
Nada é compartilhado ou pago sem o consentimento do cliente, que as regras definem como uma manifestação livre, informada, prévia e inequívoca. A instituição cria o pedido no banco do cliente, que fica esperando aprovação; o cliente é levado ao ambiente do próprio banco, entra com a senha ou a biometria de sempre e aprova. Só então o banco libera um código, trocado por um token que vale apenas para o que foi autorizado. O cliente pode cancelar o consentimento a qualquer momento.
No Open Finance Brasil, as instituições se encontram pelo Diretório de Participantes, que lista quem participa, os endereços das APIs de cada um e os certificados. Toda conexão usa certificados ICP-Brasil nos dois lados (mTLS) e segue o perfil de segurança FAPI, uma versão mais rígida do OAuth 2.0 feita para APIs financeiras.
Com o consentimento autorizado, a receptora lê no banco do cliente (a transmissora) só os dados permitidos, como cadastro, contas, saldos e extrato, num formato padronizado igual em todos os participantes. Isso permite, por exemplo, ver contas de vários bancos num app só ou pedir crédito usando o próprio histórico.
Uma iniciadora de transação de pagamento (ITP), como uma loja ou um app, prepara o Pix com valor e recebedor e leva o cliente ao banco para aprovar exatamente aquele pagamento. Depois, manda a ordem ao banco, que executa o Pix pelo SPI como qualquer outro. A iniciadora nunca toca no dinheiro, e o consentimento de pagamento não serve para outro Pix.
Na jornada sem redirecionamento, detalhada pelo Banco Central em 2024, o cliente vincula a conta a uma carteira uma vez, aprovando no app do banco. Depois, paga sem ser levado ao banco: confirma no próprio celular, e a carteira inicia o Pix com o vínculo, dentro dos limites combinados. É a base do Pix por aproximação, lançado em 2025.