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Répteis / Serpentes / Viperidae

Surucucu-pico-de-jaca

Lachesis muta (Linnaeus, 1766)

A maior serpente peçonhenta das Américas. Vive em florestas, tem as escamas ásperas como a casca de uma jaca e é a única desta família que põe ovos no Brasil.

PeçonhentaAté 3,6 mPõe ovos
Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta)
Surucucu-pico-de-jaca

Perguntas comuns

A surucucu-pico-de-jaca é venenosa?

Sim. A surucucu-pico-de-jaca é uma serpente peçonhenta. Em caso de picada, vá ao hospital o mais rápido possível: o soro é gratuito no SUS.

O que fazer se encontrar uma surucucu-pico-de-jaca?

Mantenha distância, não tente capturar nem matar e chame o Corpo de Bombeiros (193) ou o órgão ambiental. Veja o guia completo →

Ficha rápida

Tamanho2 a 2,5 m

O maior exemplar registrado tinha 3,65 m. É a víbora mais comprida das Américas.

DietaPequenos mamíferos

Ratos, cutias, gambás e esquilos. Às vezes, aves e répteis.

AtividadeNoturna

Caça à noite, usando o sensor de calor da fosseta loreal.

ReproduçãoOvípara

Põe ovos, ao contrário das jararacas e da cascavel.

Galeria

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Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta), foto 1 da galeria
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Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta), foto 5 da galeria

Onde vive

Vive em florestas da Amazônia e da Mata Atlântica do litoral, do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro.

Biomas com registros da espécie, segundo o mapa de biomas do IBGE.

Onde há mais registros no Brasil: CE, AC, MT e PA.

Como ler o mapa. Cada ponto é uma área com registros: fotos de quem viu o animal e exemplares de coleções científicas. Há mais pontos onde há mais gente registrando.

Registros de ocorrência no Brasil: a surucucu-pico-de-jaca Mapa do Brasil com 166 registros agrupados em 72 áreas. Os pontos maiores indicam mais registros. 40 registros nesta área10 registros nesta área7 registros nesta área6 registros nesta área6 registros nesta área4 registros nesta área4 registros nesta área4 registros nesta área4 registros nesta área3 registros nesta área3 registros nesta área3 registros nesta área3 registros nesta área3 registros nesta área2 registros nesta área2 registros nesta área2 registros nesta área2 registros nesta área2 registros nesta área2 registros nesta área2 registros nesta área2 registros nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área1 registro nesta área

166 registros com localização, de 1950 a 2026; 139 são de 2010 para cá.

Fonte: GBIF, consulta em 10 de outubro de 2026. Contorno dos estados: IBGE. Mostra onde alguém registrou o animal, não todos os lugares onde ele vive.

Conservação

Corre risco de desaparecer? Quem responde é a Lista Vermelha, um levantamento mundial feito por cientistas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Cada espécie avaliada fica em um degrau desta escala:

Ver mais informações sobre as classificaçõesOcultar as classificações
LC
Menos preocupante. Ainda é comum e vive em muitos lugares.
NT
Quase ameaçada. Pode entrar em risco em breve.
VU
Vulnerável. Risco alto de extinção na natureza.
EN
Em perigo. Risco muito alto.
CR
Criticamente em perigo. Risco extremo; pode desaparecer logo.
EW
Extinta na natureza. Só sobrevive em cativeiro.
EX
Extinta. Não existe mais nenhum indivíduo.

Surucucu-pico-de-jaca: menos preocupante

É a melhor situação da escala: a espécie ainda é comum e vive em muitos lugares. Isso não quer dizer que esteja livre de problemas. Perde espaço com o desmatamento e ainda é morta por medo.

Criação em cativeiro

Não é animal de estimação. Serpentes peçonhentas devem ficar com quem tem estrutura e autorização para isso, como institutos de pesquisa e zoológicos.

Guia de criação legal →

Como reconhecer

1

Escamas ásperas

As escamas do dorso são pontudas, como a casca de uma jaca.

2

Manchas escuras em triângulo

Fundo amarelado, avermelhado ou acinzentado, com manchas marrom-escuras ou pretas.

3

Cauda com espinho

A cauda termina em um espinho. Ela a vibra quando se sente ameaçada, mas não tem chocalho.

Você sabia?

É a maior serpente peçonhenta das Américas.

"Muta" quer dizer muda: ela vibra a cauda como uma cascavel, mas sem o som do chocalho.

É sensível ao estresse e raramente sobrevive em cativeiro.

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