O que fazer agora
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Afaste-se
Não toque no animal, nem com vassoura ou pedaço de pau. Fique a alguns metros de distância.
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Tire crianças e animais de perto
Leve crianças, cães e gatos para outro lugar. Se a cobra estiver dentro de casa, feche a porta do cômodo e espere do lado de fora.
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Chame ajuda
Ligue para o Corpo de Bombeiros (193), a Defesa Civil ou o controle de zoonoses da sua cidade. Vale para qualquer cobra, perigosa ou não.
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Fique de olho, de longe
Observe para onde ela vai, para avisar a equipe quando chegar. Se der, tire uma foto sem se aproximar: ajuda a identificar a espécie.
O que não fazer
Nunca
- Tentar capturar, espantar ou matar a cobra. É mexendo com o animal que muitos acidentes acontecem.
- Chegar perto para ver a cabeça, os olhos ou as cores.
- Jogar água quente, fogo ou veneno.
Lembre
- Matar ou capturar animal silvestre é crime ambiental (Lei 9.605/1998, artigo 29).
- Cobras comem ratos e ajudam a controlar pragas. O melhor para todos é que ela seja retirada viva, por quem sabe fazer isso.
Dá para saber se é peçonhenta?
Só de olhar, não com segurança. As regras que muita gente aprendeu têm exceções perigosas:
Mito
"Cabeça triangular é peçonhenta"
A jiboia tem a cabeça triangular e não tem veneno. A coral-verdadeira tem a cabeça arredondada e é uma das mais perigosas do país.
Mito
"Pupila em fenda é peçonhenta"
A jiboia tem a pupila vertical e não é peçonhenta. A coral-verdadeira tem a pupila redonda.
Mito
"Dá para saber pela ordem das cores da coral"
Para cada desenho de coral-verdadeira existe uma falsa-coral que imita as mesmas cores.
O que os especialistas olham
A fosseta loreal
É um buraquinho entre o olho e a narina. Jararacas, cascavéis e surucucus têm. Mas a coral-verdadeira não tem, e para enxergar isso você teria que chegar perto demais.
Na dúvida, e quase sempre há dúvida: trate toda cobra como se pudesse ser peçonhenta. Distância e ajuda especializada valem para todas.
As peçonhentas do Brasil
O Ministério da Saúde acompanha quatro grupos de cobras cujo veneno é perigoso para pessoas:
JararacasBothrops e BothrocophiasJararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca. São cerca de 30 espécies e causam a grande maioria dos acidentes no país.
CascavelCrotalus durissusReconhecida pelo chocalho na ponta da cauda, que faz barulho quando ela se sente ameaçada.
SurucucuLachesis mutaTambém chamada de surucucu-pico-de-jaca.
Corais-verdadeirasMicrurus e LeptomicrurusTêm anéis coloridos, mas as falsas-corais imitam o desenho.
Se alguém for picado
Vá para o hospital o mais rápido possível. O soro que trata a picada é gratuito no SUS e só é aplicado em unidades de saúde. Quanto antes, melhor.
Faça
- Lave o local com água e sabão.
- Deixe a pessoa deitada, em repouso, com o braço ou a perna picada elevados.
- Dê água para ela se manter hidratada.
- Se for seguro, tire uma foto da cobra. Ajuda a escolher o soro.
Não faça
- Torniquete ou amarrar o braço ou a perna.
- Cortar, furar ou sugar o local da picada.
- Passar álcool, café, terra ou qualquer outra coisa.
- Dar bebida alcoólica.
- Perder tempo tentando capturar ou matar a cobra.
Como evitar encontros
- Quintal limpoSem entulho, lenha empilhada ou mato alto perto da casa: são esconderijos.
- Sem ratosLixo fechado e ração guardada. Onde há rato, a cobra vem atrás de comida.
- Mãos e pés protegidosNa roça ou no mato, use botas ou perneiras e luvas.
- Olhe antesNão coloque a mão em buracos, sob pedras ou em montes de folhas.
Este guia não substitui o atendimento médico. Em caso de picada, vá ao hospital ou ligue 192 ou 193, mesmo que a pessoa esteja se sentindo bem.