Serasa Tech Summit Blumenau: ajudar o próximo também é abrir portas
Como um dia de palestras, mentorias e conversas em Blumenau se conecta com a mesma vontade que deu origem ao amardoar.
Um dia para a comunidade
No dia 15 de agosto de 2026, a sede da Serasa em Blumenau abriu as portas para o Serasa Tech Summit. O objetivo era simples e ambicioso ao mesmo tempo: fortalecer a comunidade de tecnologia da região, com espaço para troca de conhecimento, networking e novas oportunidades.
Profissionais da Serasa subiram ao palco como palestrantes e ficaram disponíveis como mentores, e o evento contou com o apoio da AWS, do Datadog, do MongoDB e do GitLab.
Tive o privilégio de ser host do evento ao lado do Jefferson Machado, conduzindo o dia, apresentando quem subia ao palco e ajudando a manter a energia e as conversas fluindo do começo ao fim.
Blumenau, onde tudo começou
Esse evento tem um significado especial para mim. Foi em empresas de tecnologia de Blumenau que comecei a minha carreira, escrevendo backend em Python, antes de seguir para a cloud e, mais tarde, para a liderança técnica. Muito do que aprendi veio de pessoas que dividiram o que sabiam sem esperar nada em troca.
Uma lembrança resume bem isso. Eu estava começando profissionalmente quando participei da minha primeira Python Brasil. Foi ali que entendi como as pessoas se ajudam numa comunidade: bastava um simples pedido de ajuda e, em pouco tempo, já tinha gente sentada no chão do corredor do evento, abrindo o notebook e programando junto. Ninguém perguntava cargo nem empresa. Quem sabia, ajudava.
Um pedido de ajuda e, minutos depois, a galera sentada no chão do corredor, codando junto.
Ajudar a construir um espaço como esse na cidade onde comecei foi uma forma de devolver um pouco disso.
A mesma vontade, dois caminhos
Aquele corredor da Python Brasil nunca saiu da minha cabeça. No artigo sobre o amardoar, contei que acredito muito em fazer o bem ao outro, não importa quem seja, sem esperar nada em troca. O Serasa Tech Summit é essa mesma vontade aplicada a outro lugar.
No amardoar, ajudar é aproximar quem quer doar das instituições que cuidam de quem precisa. Na comunidade de tecnologia, ajudar é doar conhecimento, tempo e acesso: uma palestra que encurta o caminho de alguém, uma mentoria que destrava uma carreira, uma conversa que vira oportunidade. Em ambos os casos, o gesto é pequeno para quem dá e pode ser enorme para quem recebe.
Como líder técnico, vejo isso todos os dias: times crescem mais rápido quando o conhecimento circula, e a comunidade de uma região cresce do mesmo jeito. Uma cidade com uma comunidade de tecnologia forte forma mais gente, atrai mais empresas e cria mais oportunidades, inclusive para quem ainda está do lado de fora.
O que fica
- Compartilhar é multiplicar. Quem sobe ao palco aprende tanto quanto quem assiste, porque explicar é o teste mais honesto de que você entendeu.
- Comunidade se constrói perto. Eventos locais aproximam pessoas que estão a poucos quarteirões e nunca tinham se falado.
- Empresas podem ser pontes. Abrir a casa para a comunidade, com o apoio de parceiros, transforma estrutura em oportunidade para muita gente.
Próxima edição
Já há planos para a próxima edição do Serasa Tech Summit, ainda sem data definida. Para acompanhar as novidades, siga o meu LinkedIn ou o LinkedIn oficial da Serasa.
Obrigado a todo mundo que participou, palestrou, mentorou e ajudou a organizar, ao Jefferson pela parceria no palco, e aos parceiros AWS, Datadog, MongoDB e GitLab. Se você quer conversar sobre comunidade, tecnologia ou sobre o amardoar, me encontre no LinkedIn, onde também está o post sobre o evento.